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CHAMAR PARA DANÇAR |
Aí vão algumas dicas importantes:
Primeiro: faça seu show;
Segundo: mostre sua técnica;
Terceiro: momento da descontração
| Descrição | Dica |
| Regra no. 1: "Jamais tire alguém no início de uma música". | Existe um momento certo para retirar alguém para dançar durante a música. Com certeza não é no inicio. Escolha um momento alegre da música, durante uns 40 segundos, por exemplo, geralmente depois da metade ou quase no final. Se você tirar, logo no começo... "cadê o show ?". |
| Quem você chamou para dançar, se empolgou e não pára nunca mais.... | Passado o momento surpresa da brincadeira, pegue a pessoa pela mão e leve-a para onde ela estava. Faça um gesto de agradecimento, aguarde-a perceber que "acabou o momento" e volte para sua apresentação normal. |
| Crie descontração antes de chamar alguém para dançar... | Entrar para dançar e já estender a mão para alguém vir com você (exceto se for alguém conhecido...) perde todo o clima. Crie um clima primeiro. Faça uma graça, sorriso no rosto e brinque sem compromisso aproximando-se um pouco mais perto dos grupos de amigos. Assim, você sente melhor o público e o momento. Não tente ser o que não é. Sua personalidade aqui aparece muito. Descontração é algo que aprende-se com o tempo. |
| Como proceder após chamar alguém... | Lembre-se, é uma brincadeira. Quando você chama alguém para dançar indiretamente está dizendo: "Vamos brincar comigo?". Deve ser algo gentil, sem malícia nenhuma, e extremamente simpático. Faça alguns movimentos simples, bem simples mesmo, para que o(a) participante possa acompanhar. |
| Sempre a última apresentação... | Esse momento de descontração deve ser sempre na última música de sua apresentação; nunca na primeira. |
| Não chame alguém somente para agradar aos presentes... | A bailarina é soberana durante sua dança, portanto "ela" escolhe com quem vai "brincar" durante a dança... |
| Crianças | É muito divertido chamar crianças para dançar. Lembre-se que a noção de tempo para elas é diferente do que para os adultos. O que você faz, elas jamais vão esquecer para o resto da vida. A responsabilidade é grande para não deixá-las inseguras. Ajude-as a participar. Crianças que já estão sorrindo durante a dança, estarão propensas a criar um clima bem interessante, sem constrangimentos e principalmente, muita pureza. Viva esta emoção. |
| Alguém que, você percebe, já bebeu um pouco além da conta .... | Aqui é um "bonde errado". Totalmente imprevisível. Tenha em mente que, neste caso, você não tem controle algum se tirá-lo(a) para dançar. É simples evitar situações como esta: prefira pessoas sóbrias. Para que correr riscos ? |
| Mulheres ciumentas... | Chamá-las para a dança não é uma forma de agradar. Pelo contrário, poderá soar como uma provocação para ela e lhe trazer efeito contrário ao que você desejava ou imaginava. Alguém que tem ciúmes, é ciumento e pronto; você não vai conseguir mudar essa característica, nem ao menos amenizá-la. Desista ! |
| Provocações... | Em hipótese alguma você deve usar sua condição de "princesa" da festa para provocar alguém durante a dança. Jamais troque palavras ou insultos com alguém quando estiver dançando. Provocar ou revidar uma provocação pode trazer conseqüências desconhecidas e inimagináveis. É preferível, agradecer e sair de cena. Seja sempre princesa. Tenha tato e bom senso. |
| Puxar palmas... | Se o público não reage como você gostaria durante a dança, desista de tentar animá-lo com palmas. Só bata palmas quando houver clima e perceber que existe uma aura de possibilidade entre os presentes de entrar numa euforia. Quando você tem um domínio de público, e isso é visível após alguns minutos (o público está receptivo...) acaba acontecendo um momentum, onde todos ficam contagiados e propensos a participar. Caso contrário, se o clima que impera é um ambiente "estático", você corre o risco de bater palmas sozinha e não conquistar a multidão. |
| Chamar todo mundo, a festa inteira, para dançar com você... | Não corra este risco. Você vai sumir no meio da multidão. Virou Carnaval, matou a dança...morreu o show. |
| Tentar "esmerilhar" para denegrir quem veio dançar com você ... | É típico mostrar que está querendo humilhar alguém, chamá-la durante um solo de percussão. Esta não é a hora de tirar alguém, nunca. Qual é a sua idéia de brincar? Procure fazer algo participativo. Normalmente ninguém acompanha um solo de percussão, principalmente se o solo for elaborado. Ocidentais, exceto quem estuda dança árabe, são pouco familiarizados com os ritmos árabes. Isso cria uma certa dificuldade do corpo com o tempo da música. Não esqueça disso. Músicas cantadas e alegres são mais favoráveis. |
| Pedantismos ... | Não deixe que traços de personalidade forte estejam presentes ao dançar. Isso criará uma antipatia de sua personagem com o público presente. Estabeleça empatia com seu público, e não distância, como se estivesse em um pedestal. No rosto percebe-se isso. Deve haver humildade e espírito de comunicação com o público. Lembre-se do ditado: "Quem no deserto não valoriza a caravana, acaba só". |
| O tempo ideal da brincadeira... | Evite ultrapassar mais do que um minuto, principalmente se houverem muitos convidados "na fila" para a brincadeira. Chame dois, no máximo três durante a música. Sempre um(a) de cada vez. Mais que isso, deixa de ser show... é farra mesmo. |
| Como não constranger ... | O primeiro passo é estender a mão para alguém (não pegar na mão dela). Após ela haver levantado e estar aparentemente aberta para brincar, faça alguns movimentos simples para que ela lhe acompanhe. A intenção é fazê-la participar de forma bem simples da sua dança. Sem grandes pretensões. Repita o movimento para ela tentar fazer, mude agora para outro movimento, também fácil. Pronto... ela está feliz da vida e descontraída. Os convidados, por sua vez, vão adorar. |
| Se a pessoa nega-se a dançar, respeite, não fique insistindo... | Ao estender a mão para alguém, esta nega-se a sair do lugar. Você chama-a novamente e ela faz que não. Chega... este é o limite. Não insista mais. Pegar a pessoa pela mão e forçá-la é extremamente desagradável e impositivo. Indiretamente quer dizer: "se eu chamei, você vem!". Para que isso ? Não quer, não quer e acabou; agradeça com um sorriso e volte para seu público cativo. Não frustre alguém que te assiste e te admira... e não coloque suas frustrações também na dança. |
| Tentou o primeiro, não aceitou; tentou o segundo não aceitou também... então pare... não tente todos os convidados da festa... | Quando ninguém está propenso a dançar, desista de tentar a turma toda da festa. Faça graças e seja simpática ao aproximar-se das pessoas. Esqueça de tentar chamar outro alguém para participar, cada vez mais e mais. Vai desgastar sua imagem. |
| Chamar alguém pela "caixinha" que ela oferece... | Mais uma vez: "você chama quem você quer". Decida no momento se sua atitude não irá criar um clima de vulgaridade e tirar você dos céus e trazê-la para um elemento comum entre os mortais, que pecam, desvirtuam e corrompem-se pelo dinheiro. Divirta-se e não faça nada pelo dinheiro. |
| Evite chamar para dançar pessoas visivelmente tímidas... | Se você quer um show com muita luz, as pessoas tímidas não são aquelas que vão projetar uma spot de luz como você desejaria. Elas são geralmente passivas e o que você está fazendo é deixá-las muito constrangidas perante os amigos. Não o faça. Bom senso, personalidade agradável e integridade. |
| Os loucos descontrolados... | Aqui "descambou geral". A pessoa deita no chão, rola, grita, e quer ser o show. Se bobear um pouco, ela acaba com o show e com a bailarina. Geralmente bebeu algo, está longe da realidade presente. Ela não está sentindo o momento. Perdeu a noção do ridículo e está levando você junto, pois brinca como se você fosse uma "bonequinha de corda" dela. No primeiro instante que a música crescer, trafegue entre o público, para o outro lado do salão e chame outra pessoa para dançar. É importante tirar os flashes daqueles "instantes macabros" e fazer a pessoa perceber que o momento do "êxtase", já foi. Os próprios convidados normalmente acabam dando o toque. Mude a visão do seu público, sempre com estilo e classe. |
| Crianças, crianças e mais crianças, formaram até um círculo para brincar de rodas com você.... | Não tem jeito. Fugiu ao controle. A boa notícia é que "a tia" realmente agradou à toda a turma e ficou um clima totalmente familiar. Dance e ria muito. Você virou criança de novo e o público já percebeu isso. Portanto, desfrute. |
| O público é totalmente impassível (morto)... | Desista de tentar encontrar uma música miraculosa que vai acordar todo o cemitério. Faça o seu show, dance da melhor forma as músicas, e esqueça os milagres. Neste caso, não tire ninguém para dançar .... |
| A festa é de adolescentes ... | Este é um público geralmente muito descontraído. Até demais em muitos casos. Portanto, tenha muito tato para perceber quem deverá chamar para dança. Não deixe que a situação fuja ao controle. Pois aqui, é um passo para a debandada geral . A condição de respeito da sua personagem pode comprometer-se, pois público adolescente ainda está em formação, no que tange ao equilíbrio do que pode e do que não pode. Critério neste caso. Dançar em faculdades, por exemplo, o público tende à ficar totalmente incontrolável. A sintonia deste público está fincada em outra realidade. Estão mais em clima de farra. Muitas vezes, não vale a pena nem fazer o show. |
| Você chama alguém e a música acabou... | Que pena. Não deu tempo. Esqueça, fica para uma próxima vez. Não é conveniente pedir outra música para continuar um momento que foi encerrado. Pode saturar o público. Faça a reverência e saia por onde entrou. Deixe ficar aquele clima de "quase heim... foi salvo pelo gongo". |
| Aproveite você também o momento... | Sua atitude de tirar alguém para dançar, deve ser tranqüila, principalmente participativa. A idéia é dar ao público momentos que eles jamais vão esquecer. Por ser a protagonista destes momentos, você também deve desfrutá-los. Por isso faça sempre de bom astral e com vontade de brincar. Você vai se divertir muito e terá muito o que contar também ... |
Jorge Sabongi - Out/2000
Revisado em Setembro/2008
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