| EGITO - CURIOSIDADES |
O ATO DE COMPRAR NO CAIRO:
1) Jamais compre um produto sem barganhar. Faz parte da negociação no Khan el Khalili. Se você perguntar o preço e pagar o que pedem, depois vai comer os dedos de raiva ao cruzar a esquina e ver seu produto, por menos da metade do preço.
2) Se for comprar por atacado, faça o preço "você". Não pergunte quanto custa. Diga: "Quero pagar "x" por "tantas" peças deste produto. Vamos fazer negócio?". Pise firme no seu preço e flexibilize o mínimo possível e só no final, quando chegar a exaustão. Se achar que ainda tem "gás" para poder levar a discussão adiante, peça uma cadeira e mande trazer uma Coca-Cola. É comum, quando você está fazendo uma transação. Significa: "vamos chegar num acordo". Se te oferecerem karkadeh nas lojas, evite beber, pois a água não é confiável (e você não é filho da terra, não arrisque!). Não beba nada que tem pedras de gelo (pois são feitas de água da torneira). Acredite, para nós, ocidentais... faz um maaal..
3) Câmera no pescoço, o preço quadruplica.
4) É comum e faz parte do dia-a-dia barganhar no Egito. Acredite, você vai ficar "seco" de tanto pechinchar. Após 10 dias, precisará de um descanso mental, ou vai acabar pagando o que pedirem, pois vai chegar ao seu limite. Realmente, cansa.

Por onde você anda, tem uma banca de produtos em gesso, pedra, cerâmica ou alabastro. Quando você pergunta o preço e recusa-se a pagar o valor pedido, eles perguntam: "Quanto quer pagar?". Você diz o que acha que vale. Eles não pensam duas vezes. Colocam na sua mão. "Mais vale um pássaro na mão...
5) Os motoristas de táxi sempre tem um lugar para lhe levar para fazer compras. Normalmente ganham uma comissão dos lojistas. O convite para você ir é sempre sedutor. "Lá onde eu leva você, melhor breço que Khan el Khalili". A sugestão é que "você" pesquise pessoalmente. Evite cair em conversas. Todos eles tem uma forma e mil motivos para você acompanhá-los onde querem.
O SEGREDO DA BARGANHA:
1) Nunca compre na primeira vez que você visita o mercado; você sentirá cócegas nos bolsos, mas resista. Seu consumismo terá que esperar até a segunda visita. Acredite... é para seu bem.
2) Se um produto custa $ 100, sabendo barganhar, você poderá levá-lo até por $ 10. Não pergunte o preço se você ainda não achou o produto certo. Se você perguntar, dificilmente sairá da loja sem levar e poderá se arrepender de ter comprado algo que não queria, logo em seguida. Eles dão um jeito de você levar. Para eles. "não quero", significa "quero comprar agora".
3) O assédio dos vendedores é estupendo e a sedução para você comprar acontece a cada passo que você dá. Todo mundo quer lhe vender algo. Falam diversos idiomas: inglês, francês, italiano, japonês, espanhol, alemão e o que der para tentar, tudo para lhe chamar a atenção.
4) Pense no preço que você quer pagar e abaixe um pouco o valor.
Por exemplo: Custa
80.
Você acha que vale $ 20.
Ofereça 15.
Encerre a negociação entre R$ 18 ou 20.
Se não quiserem fechar no seu preço, diga: "volto
amanhã".
Comece a andar como quem vai indo embora,
Ande com passos lentos....
Eles te chamam e fecham no seu preço.
5) Mulheres bonitas são um problema nas ruas do Khan el Khalili. Por onde andam, existe uma piada ou uma cantada (geralmente bem ingênuas). Costumam receber propostas de casamento em troca de camelos ou alguma jóia. Tem casos em que os vendedores dão a mercadoria em troca de um beijo.
6) Se você não quiser ou já estiver cansada dos assédios, o ideal é colocar um lenço sobre a cabeça, cobrindo completamente os cabelos. Diminui quase que por completo, em virtude da religião.7) Evite comprar em dólar. A moeda do Egito é a "libra egípcia". Lá é conhecido como "pound" ou "guinéu" ("guiné", popularmente falando). Um dólar compra quatro pounds, em média. Portanto, se um produto custa $ 80 pounds, seu preço em dólar é US$ 20 aproximadamente. Quando te perguntarem como você quer o preço, diga: "em libra egípcia".
8) A título de curiosidade, fiquei numa loja no Khan el Khalili, por três horas, barganhando com o dono, Sr. Ali. Sentado, feito um paxá, numa cadeira da loja, num ponto estratégico da entrada. Dava ordens aos berros para todo mundo (seus filhos), em árabe, enquanto eles vendiam. Num determinado momento, parecia que íamos nos pegar à tapas. Não entravamos em acordo no preço das mercadorias. Sentei, pedi "traz Coca-Cola, e vamos começar do zero..." ao final de três horas, chegamos a um preço que ambos achamos ideal para os produtos. Detalhe: ele é pai de 18 filhos (wow...) que trabalham também no mercado do Khan el Khalili. A medida que íamos fechando os preços, saia um filho para ir buscar a mercadoria em outra loja. Ao final, ele me abraçou e disse que adorou fazer negócios comigo. Meu Deus... cheguei exausto ao hotel; parecia que todo meu fosfato havia ido embora.

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