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EGITO - A Viagem
de 2005 (17 dias) Parte 7 - CAIRO 3 |
CAIRO: OS PASSEIOS ESPECIAIS E SHOWS
Feluca - um passeio pelo Rio Nilo
No Egito existe um barco que faz passeios pelo Rio Nilo, o qual eles chamam de "feluca". O tempo da brincadeira você determina. Geralmente, num grupo não poderá custar mais do que 5 pounds por pessoa.
Já tive oportunidade de andar de feluca em Luxor como também no Cairo. São duas sensações diferentes. Em Luxor existe o silêncio total quando o barco desliza sobre as águas. De um lado da margem é o Sahara, portanto nada de barulho, do outro, o sítio arqueológico do Templo de Luxor e a visão da cidade, que não tem o tempero de uma cidade grande; portanto é extremamente agradável. Ademais, as felucas por lá, em sua maioria, são tocadas por um pessoal núbio. Extremamente alegres diferentes do pessoal do Cairo.
Se fosse para resumir de uma forma poética este passeio em Luxor, eu diria: "um encontro com a história, o calor e a solidão das areias do deserto por breves minutos da sua vida".
Já o passeio de feluca no Cairo, apresenta um "sabor" eu diria, estranho (se você tem a oportunidade de comparar os dois). Cairo é uma das maiores cidades do mundo. Portanto, aqui o barulho existe dos dois lados da margem. Barulho de cidade grande mesmo. Só isso, por si só, tira um pouco do encanto. Mas vale o passeio.
O Nilo é mágico em qualquer ponto que você esteja nele.
Este momento é bem agradável e claro, na hora que todos descem da feluca, os condutores pedem "bakhshish" para todo mundo que participou. Francamente, essa situação do "bakhshish" em toda a parte, tira a vontade de estar lá. Chega um momento que você já não agüenta mais. Irrita mesmo!
Mas para o nosso pessoal, tudo era uma festa sem fim. Ninguém queria dormir mais. Depois disso que vocês estão vendo aí, ainda pularam, dançaram, fizeram uma algazarra só. Só aí sentaram para descansar um pouco. Mas que desânimo nada... todo mundo querendo mais.
BARRY'S Restaurante
Se for falar do Restaurante Barry's, na Giza, dá para escrever bastante, mas vou procurar ser sucinto. Este é um dos restaurantes mais agradáveis que conhecemos no Cairo, depois é claro, do Maguib Mafouz.
Apesar de servir comida egípcia típica como na cidade toda, é nítida a diferença na qualidade.
Situa-se de frente para as 3 Pirâmides. A distância é uns 500 metros.
O terceiro andar, onde ficamos sempre, não tem teto, apenas uma tenda: pudera, não chove no Cairo o ano todo.
Fica pertinho das baias de cavalos e dos camelos. Portanto, existe um cheiro característico na rua em frente que pode esmorecer sua coragem. Mas vá em frente. Não desista.
Quem nos apresentou a este local foi Hossam Ramzy. Tivemos um bom jantar lá numa das primeiras noites e resolvemos voltar muitas vezes.
A comida é excelente, completamente diferente do sabor que você pode encontrar em outros lugares na cidade. É confiável e o preço é também convidativo e justo. Boa variedade de pratos, bem servidos e com sabor característico. Por pequenos detalhes, percebemos que existe realmente cuidado no preparo dos alimentos. Fizemos muitas refeições lá. E também levamos muita gente para conhecer...
A decoração é rústica, mas você sente-se muito à vontade.


Cada vez que nos encontrávamos com amigos, este era o local para encontro.
Pode parecer muito bonito coisa e tal, mas o sol que bate neste momento, não nos permite ficar mais do que um minuto posando para uma foto. Viraríamos omeletes em poucos minutos.

A noite é diferente tanto esta visão, como a temperatura. Além do que, pode-se apreciar o espetáculo de luzes das Pirâmides.


O Festival no Cairo
Anualmente existem Festivais de Dança Árabe no Cairo.
Este ano estavam acontecendo dois simultaneamente. Cada um em um Hotel. Organizadores diferentes, com diversos professores que fizeram e fazem parte do show business neste mercado, no Egito. O que estamos vendo abaixo é no Mena House. Um verdadeiro palácio árabe, ricamente detalhado em toda sua ambientação.
O salão onde acontece o Festival é imenso e reúne gente do mundo todo. Grupos enormes, vindos de todas as partes.
Para o pessoal que conhece o mercado de dança do ventre, dá para ter uma pequena noção da "fogueira das vaidades" que é. A única diferença é que é em escala mundial. Vale pelo show de abertura, com grandes bandas e bailarinas de renome do momento. Durante o transcorrer do Festival que dura uma semana, acontecem também aulas com bons professores. Tendo um feedback de cada um deles, é possível escolher os que mais lhe agradam e podem lhe oferecer o que procura.
Nos demais dias, acontecem shows dos mais variados e é dada oportunidade à todas que desejam se apresentar nos palcos, bastando fazer sua inscrição. Aí, cada uma demonstra o que sabe.
Percebo que na maioria dos países, o desenvolvimento da dança ainda está aquém daquela que temos no Brasil; isso é perceptível quando vemos professoras que trazem grandes grupos de outras nações, e que ainda precisam, em sua grande maioria, aprimorar bastante no que diz respeito à técnica.
Mas tudo é festa. Uma festa muito critica em todas as mesas que assistem, por sinal. Todo mundo tem opinião formada de cada apresentação do palco.

Cairo Sphinx - O Hotel que nos hospedamos na Giza
Olhando a paisagem abaixo pela janela do Hotel em que nos hospedamos chega até a dar um calafrio numa primeira vista. Mas acaba se tornando parte do cotidiano.
A gente até esquece que as Pirâmides estão ali pertinho.

Este hotel tem uma decoração com réplicas das peças encontradas no Tesouro de Tuthankamon.

Muito bonito, bem distribuído o hall, os restaurantes, mas não tem jeito... é grande demais. Para chegar ao quarto, era necessário andar quase 150 metros. Deste ponto que vemos (recepção).
As dependências internas são bem cuidadas e com bastante verde. Lá fora, o caótico trânsito do Cairo, com buzinadas 24 horas por dia. Quase impossível dormir um sono tranquilo.

A piscina é convidativa, principalmente naqueles 42 graus de temperatura.
Aconteceram tantas atividades durante nossa estada, que foi literalmente impossível desfrutar dela.

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Jorge Sabongi - Julho/2005
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