Os egípcios foram, entre os
povos, os primeiros a desenvolver uma religião compreensível e
ética há mais de 5000 anos. A religião egípcia surgiu como
uma tentativa de compreender as dificuldades naturais, em
especiais as enchentes do Rio Nilo. Assim, espalhou-se e penetrou
em todos os âmbitos da vida social, cultural e política.
Os padres foram os primeiros
cientistas, elaborando através de cálculos, os calendários e
pesquisando as estrelas.
O fundamento natural da antiga
religião era a crença nos deuses concebidos como animais, ou
como criaturas, com uma combinação de feições humanas e de
animais como, por exemplo: o gato que simbolizava o Deus da
Guerra.
Por acreditar na vida após a
morte, eram colocados nos túmulos dos faraós todos os objetos
que acreditavam usar no outro mundo. Saques violaram todas as
tumbas através dos séculos, exceto a de Tutancâmon encontrada
em 1922, intacta, sendo os seus objetos atualmente um dos grandes
tesouros da humanidade.
A mumificação era feita por
acreditarem que os corpos seriam necessários na outra vida. Na
casa dos mortos, eram cuidadosamente retirados os órgãos e
conservados e enrolados posteriormente em linhagem e depositados
em ricos sarcófagos.
Na época do Faraó Amenófis
IV, conhecido como Aquenáton (1318 à 1362 a.C.) os egípcios
adotaram o conceito de monoteísmo com a crença de que o Sol,
através do disco solar, regia a vida.
Aquenáton foi proclamado o
Deus supremo a esse conceito persistiu durante mais de três
séculos; foi considerado como a primeira forma de monoteísmo do
mundo.


Os Árabes trouxeram o
Islamismo para o país por volta do Século VII, modificando a
vida religiosa.

Mesquita Al Azhar
- Cairo
O cristianismo apareceu no
Egito durante a época da vida de Cristo e a Igreja Copta,
fundada em 284 d.C. teve relevante influência nos primeiros
dogmas cristãos.
A Igreja Copta mantém seus
adeptos, apesar de 93% da população abraçar a crença
islâmica (muçulmanos).
Nos períodos do Ramadan (mês
religioso do jejum islâmico), ouve-se em todas as partes das
cidades, vindas das mesquitas (que são milhares), vozes com um
tipo de ressonância, que conjuntamente, transmitem uma
sensação de êxtase incomum.


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