Mapas do Egito

Mapas do Egito - 09
 Apresentamos nestas novas páginas de MAPAS DO EGITO uma gama de estudos para você entender e se localizar melhor neste país que remonta uma história desde 3800 a.C. - tudo visto de cima!

ABU SIMBEL

  Abu Simbel é um complexo arqueológico constituído por dois grandes templos (Templo de Ramsés II e Templo de Neferetari), escavados na rocha, situados no sul do Egito, no banco ocidental do rio Nilo perto da fronteira com o Sudão, numa região denominada Núbia, a cerca de 300 km da cidade de Assuan.

A sua fachada tem 33 metros de altura e 38 metros de largura, a sua entrada foi concebida como um pilone . A fachada é constituída por quatro estátuas com vinte metros de altura que representam o faraó Ramsés II sentado ostentando a coroa dupla da unificação entre o alto e o baixo Egito, a barba postiça, um colar e um peitoral com o nome de coroação. A segunda dessas estátuas foi parcialmente destruída por um terremoto em 27 a.C. (a cabeça e o tronco de Ramsés encontram-se próximo da entrada).

 Localizado em uma região de temperatura extremamente quente, este é um dos monumentos mais bem conservados da época faraônica em todo o Egito...
 

 Os templos foram mandados construir no século XIII a.C. (XIX dinastia), pelo próprio faraó Ramsés II em homenagem a si e à sua esposa preferida, Nefertari.  Levaram 20 anos para serem concluídos.

  Quando o templo ficou pronto, Ramsés II levou sua esposa Nefertari  para admirá-lo mas, para desespero do faraó, ela morreu pouco tempo depois.

 

Temos os Templos vistos em vários ângulos


 Ramsés II iniciou o seu reinado em 1290 a.C. e reinou durante 66 anos, durante os quais mandou construir numerosos templos não só com o intuito de impressionar as nações vizinhas mostrando a grandiosidade do Egito e o poder do seu faraó, mas também para recuperar o seu prestígio, perdido depois dos distúrbios religiosos e políticos durante o reinado de Akhenaton da XVIII dinastia quando Akhenaton tentou forçar a mudança do culto aos deuses egípcios (politeísmo) para o culto a um deus único Atón (monoteísmo).

 Com a passagem do tempo, os templos ficaram cobertos de areia o que provocou o seu esquecimento até que, em 1813, um orientalista suíço, Jean-Louis Burckhardt, descobriu o friso do topo do templo de Ramsés.

Burckhardt falou da sua descoberta ao explorador italiano Giovanni Belzoni que, embora deslocando-se para o Egito, foi incapaz de descobrir a entrada do templo. Belzoni regressou em 1817, conseguindo desta vez encontrar a entrada e levando com ele todos os tesouros que encontrou no templo que pudessem ser transportados.


Local original dos templos.


Descoberta a porta de entrada, foi escavada a areia e seus tesouros retirados.

   No interior existe uma câmara principal chamada "A grande sala dos pilares" ou "Grande sala hipóstila" que tem 18 metros de comprimento, 16 metros de largura e nove metros de altura cujo teto é sustentado por oito pilares representando o deus Osíris com algumas características de Ramsés II; as estátuas da esquerda ostentam a coroa do alto Egito (sul) enquanto as da direita ostentam a coroa Pschent (a coroa dupla que simboliza a unificação das duas terras - norte e sul).

O santuário interno prolonga-se por 55 metros de profundidade e era o local mais sagrado do Grande Templo; por essa razão apenas o faraó lá podia entrar. Nessa sala existem quatro estátuas: uma do faraó Ramsés II e as de três deuses: Rá, Ptah e Amon-Rá. Cada um destes deuses tinha as suas capitais, ao longo da História do Egito.

Estes três deuses foram venerados como a representação de um único deus grandioso; desta forma, por um lado eram rivais e por outro eram todos o mesmo.

O templo foi construído de modo a que, duas vezes por ano, a 21 de Fevereiro (data do nascimento do faraó), e a 22 de Outubro (data da sua coroação), à medida que o sol se levantasse, os seus raios iluminassem as grandes estátuas do santuário e a parede que descreve a alegada vitória dos egípcios sobre o Império Hitita na Batalha de Kadesh.
 



As salas menores, denominadas câmaras laterais, são no total oito e estão dispostas cinco para a esquerda e três para a direita tendo como ponto de referência a entrada do templo. A sua decoração, variável, é tipicamente simples, tal como na câmara principal, embora algumas dessas câmaras contivessem tesouros.
 

Templo de Nefertari, atual e quando foi descoberto (abaixo).

Enquanto o Grande templo de Ramsés é um templo com estatuária excessiva e de tamanho exorbitante, o templo de Nefertari parece ser baseado no templo funerário da rainha Hatchepsut (1520 a.C.). O templo é muito simples e construído em dimensões bastante inferiores às do templo de Ramsés.

A fachada do templo representa no total seis estátuas, de dez metros cada uma, todas com a perna esquerda mais à frente da direita em posição de marcha. Duas delas são de Nefertari (uma de cada lado da entrada) e cada uma dessas estátuas está ladeada por duas estátuas de Ramsés.



No entanto, este não é o seu local de construção original; devido à construção da barragem de Assuan, e do consequente aumento do caudal do Rio Nilo, o complexo foi transladado do seu local original durante a década de 1960, com a ajuda da UNESCO, a fim de ser salvo de ficar submerso.




  Desmontados, transportados e remontados em nova localização a beira no Nilo.


Vemos abaixo, três fotos tiradas do satélite em distâncias diferentes.  A última pode ser ampliada.


 



Amplie a foto abaixo e você terá um belo fundo de página de Abu Simbel para seu PC.
 



   Na porta do templo existe uma inscrição criptográfica do nome do faraó: Ser-Ma'at-Ra e no meio das pernas das grandes estátuas podem ver-se pequenas estátuas de familiares de Ramsés II:
  • Junto ao colosso I (lado esquerdo) estão as representações da sua principal mulher Nefertari (na perna esquerda), a sua mãe Mut-tuy (na perna direita) e do príncipe Amonhorjepeshef (ao centro).
     

  • Junto ao colosso II (lado esquerdo) encontram-se as princesas Bentata, Nebettauy e outra que se pensa ser Senefra.
     

  • Junto ao colosso I (lado direito) estão as representações da sua principal mulher Nefertari (na perna direita), a princesa Beketmut (na perna esquerda) e do príncipe Riamsese (ao centro).
     

  • Junto ao colosso II (lado direito) encontram-se as representações da princesa Nerytamun, da mãe de Ramsés, Mut-tuy e da rainha Nefertari.




 A alegria Núbia na recepção a Abu Simbel.
 

Mapas do Egito (veja também...)

O Egito Luxor - A Cidade dos Monumentos Pirâmides Canal de Suez
Rio Nilo Templo de Ísis (Philae) Alexandria Cairo
   
Abu Simbel Sharm el Sheikh    


Jorge Sabongi

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